O governo do México publicou esta semana duas resoluções que limitam a quantidade de importação de carnes bovina e suína sem imposto.
Até então, as empresas mexicanas tinham direito a tarifa zero para compra desses alimentos do exterior independente de quantidade.
Agora, foram estabelecidas cotas, e os volumes que excederem esses limites vão passar a pagar taxa, o que deve impactar as exportações de países que vendem carne para o México, como o Brasil.
A medida foi divulgada dias depois de a China, maior compradora de carne bovina brasileira, também limitar as importações do produto.
No México, a isenção de imposto de importação para carne bovina e suína estava prevista no Pacote contra a Inflação e a Carestia, uma iniciativa do governo criada em 2022 para combater o aumento dos preços dos alimentos.
Essa política foi prorrogada este ano, mas diversos produtos passaram a ter cotas e tarifas.
A medida vale até 31 de dezembro deste ano.
Nas resoluções, o governo mexicano afirma que as cotas foram criadas para manter o “equilíbrio entre a oferta externa e a produção nacional”.
A cota é voltada para os países de fora da América do Norte e com os quais o México ainda não tem acordo de comércio, esclareceu a Associação Brasileira de Proteína Animal.
Segundo a entidade, que representa os produtores de carne suína, a cota deverá ser utilizada basicamente por Brasil, Chile e União Europeia.
Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, do setor de bovinos, afirmou que está aguardando orientações do governo mexicano sobre como vai ser feita a distribuição das cotas.
Porém, a carne de frango, que é o principal produto exportado pelo Brasil para o México, continua com tarifa zerada.
De janeiro a novembro de 2025, o México foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras de carne suína é o quinto maior cliente do Brasil, na compra de carne bovina.
Fonte: Por Jurandir Antonio
